sábado, 21 de julho de 2012

Mensagem



AUTO LIBERTAÇÃO

“Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar  dele”
- Paulo. (Timóteo;  6,7.)


Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do “eu”, começa o teu curso de auto libertação, aprendendo a viver “como possuindo tudo e nada tendo”, “com todos e sem ninguém”.

Se chegaste á terra na condição de um peregrino necessitando de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.

Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto superação.

Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próprio bem.

Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.

Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devem agradar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno  para teu irmão.

Sobretudo, combate a tendência  ao melindre pessoal  com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em  que repousas.  Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração. Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios  em nossa casa?

Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos  as nossas contas com Quem nos emprestou  a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixe que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo  anônimo, que se confunde na glória  do bem comum.

Aprenda a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, “nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele”.



Francisco Cândido Xavier.