domingo, 15 de março de 2015

Milhares de pessoas vão se reunir hoje na Praça da Liberdade para protesto


A convocação foi feita há cerca de dois meses pelas redes sociais e, em uma das páginas no Facebook, há 33 mil confirmações de presença.

Antigo centro do poder de Minas Gerais e cenário histórico de lutas políticas, a Praça da Liberdade receberá hoje, a partir das 9h, milhares de manifestantes de grupos contrários ao governo de Dilma Rousseff (PT). A convocação foi feita há cerca de dois meses pelas redes sociais e, em uma das páginas no Facebook, há 33 mil confirmações de presença.

Os protestos se estenderão também por pelo menos 12 cidades do interior de Minas e 24 estados brasileiros. Unidos pela indignação com os rumos da política nacional, eles trazem demandas diversas: contra a corrupção, o escândalo da Petrobras, o aumento da gasolina, a favor do impeachment de Dilma e até pedindo a intervenção militar. Manifestantes preparam camisetas e faixas, além de segurança privada, trio elétrico e banda.

Há atos marcados ao longo de todo o dia: às 9h, às 10h e às 15h. Os movimentos se apresentam como apartidários, mas acabaram ganhando a adesão de partidos políticos de oposição. Favoráveis ao afastamento da presidente, alguns grupos pedem que, assim como em 1992, no pedido de impeachment que motivou a renúncia do então presidente Fernando Collor de Mello, manifestantes compareçam com as caras pintadas e vestidos com as cores da bandeira do Brasil.

A Polícia Militar (PM) convocou 15 mil homens para a operação, que usará o mesmo esquema de segurança das copas das Confederações, em 2013, e do Mundo, em 2014. Trata-se do envelopamento, uma espécie de cordão humano cercando e acompanhando manifestantes para evitar porte de armas, pedras e coquetéis molotov. A praça será monitorada por câmeras, acompanhadas pela corporação de uma sala do Comando da PM. Seis aeronaves estarão à disposição dos militares.

Apesar da operação montada pela PM, manifestantes esperam promover um ato pacífico e familiar. Nas páginas das redes sociais eles reforçam que a violência não será tolerada e vândalos serão entregues à polícia. O aposentado Geraldo Souza Romano, de 78 anos, representante da Frente União Brasil e do Vem Pra Rua, um dos maiores movimentos, conta que estão sendo preparadas faixas e camisetas. Vendidas a R$ 20, as camisas trazem a inscrição “Eu luto pelo Brasil – Luto Brasil”. “O Brasil está de luto. Somos pela democracia, pela família e contra a corrupção. Queremos recuperar a dignidade e a decência da sociedade brasileira”, explica.

A banda Os Tancredos, grupo que faz alusão ao ex-presidente Tancredo Neves e toca hits dos anos 60 e 70, se apresentará em um trio elétrico. “É para alegrar o povo”, afirma Romano, que tirou do próprio bolso R$ 13 mil para a preparação do ato político e espera doações para recuperar o investimento. Voluntários atuarão para reforçar a segurança. “São umas 150 pessoas que trabalham nessa área e também lutam, que têm um preparo físico melhor”, diz Romano, para quem o PT deveria sair “do governo e do país”. Ontem, seis carros de som circularam na cidade para convocar para o ato. Também houve distribuição de panfletos.

Vergonha O advogado Aristoteles Atheniense está à frente do Grupo Vergonha, que se reunirá às 9h em frente ao coreto da praça com camisa produzida especialmente para o evento. “Vergonha é o sentimento que tomou conta do país diante do quadro atual, levando em conta sobretudo os episódios do mensalão e da Petrobras. Sobra vergonha no Brasil e falta vergonha nos políticos”, diz Atheniense, que participou desde o movimento pela posse de Juscelino Kubitschek até o pedido de impeachment de Collor.

De acordo com Atheniense, a preocupação do grupo, formado por empresários, estudantes, operários e donas de casa, é “externar a preocupação e a insatisfação com métodos que regem a política”. Eles levarão faixas com as frases “Decência ainda que tardia”, “Já não sou cidadão, virei contribuinte”, entre outras. Para garantir a tranquilidade, eles criaram um regulamento. Entre as orientações estão não se pronunciar em favor de medidas radicais, a exemplo do golpe militar, e se sentar no chão fazendo uso de apitos, em caso de problemas. O documento também traz instruções sobre a forma de carregar as faixas – no máximo, quatro pessoas – e de estimular a solidariedade entre os integrantes.

VAREJO

 O comércio também aproveitou para lucrar com as manifestações. Uma loja de roupas no Centro de BH produziu uma linha de camisas especial para os protestos. A versão mais simples, vendida a R$ 9,99, leva a estampa da bandeira do Brasil. Outro modelo é voltado para quem quer tirar a presidente do poder e traz, além da bandeira, a frase “Impeachment – Fora Dilma”.

A vendedora Ângela Alzira, de 27, acredita que o governo da Dilma é bom para as mulheres, mas, na hora de anunciar o produto no microfone, ela capricha na crítica. “Dia 15. Está chegando. É o impeachment da Dilma. A camisa para protestar é R$ 15”, diz. Os modelos estão disponíveis nas lojas da rede em Nova Lima e Raposos, na região metropolitana.


O estudante Nicolas Lisandro, de 17, comprou três camisas para toda a família comparecer à manifestação na Praça da Liberdade. Apesar de não ter votado nas últimas eleições, ele quer o fim do governo da petista. “Ela está me estressando. Está tirando o Fies (financiamento estudantil) das faculdades e vou fazer vestibular este ano”, diz. Para frear gastos com o programa, o Ministério da Educação (MEC) fez restrições ao programa que financia alunos em universidades particulares.

Fonte: Metzker -Coruja do Vale


Governistas vão acompanhar manifestações para medir grau de insatisfação da população



praça da Liberdade sendo ocupada por manifestantes hoje dia 15- 8:00h


Brasília – O Palácio do Planalto e os aliados da presidente Dilma Rousseff aguardam com ansiedade e um certo temor as manifestações programadas para hoje. Internamente, nas reuniões do conselho político – formado pelos ministros mais próximos à presidente Dilma Rousseff e que foi ampliado ao longo da semana – uma terapia para acalmar os ânimos é repetir, como um mantra, que todos os governantes viveram momentos difíceis. “O que precisamos é de calma e evitar que o caldo entorne após este domingo”, disse um interlocutor ministerial.

x-líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP) disse que um dos objetivos, a partir de agora, é mostrar que “a oposição não tem propostas para o país”. Para Teixeira, ao apresentar uma lista tão longa de queixas no dia de hoje – contra a presidente, o ajuste fiscal, a corrupção, em defesa do impeachment e até mesmo de um novo golpe militar –, os oposicionistas comprovam que não têm uma agenda para implementar caso voltem a ser governo.

A avaliação de Teixeira, contudo, inclui também um mea-culpa em relação ao PT e ao Planalto. “Precisamos ouvir mais o que as ruas têm a nos dizer, com humildade. E saber interpretar as mensagens que virão da população. E, a partir daí, agir mais como bombeiros do que como incendiários para desanuviar o ambiente político brasileiro”, defendeu ele.

Embora o discurso político de enfrentamento esteja presente em diversas intervenções – como as palavras infelizes do presidente do PT fluminense, Washington Quaquá, defendendo a “porrada” contra os adversários do governo –, internamente a análise é de que o momento não é fácil. “O governo perdeu a confiabilidade da  população. Tem gente que vai hoje às ruas para se manifestar e não teve qualquer mudança na própria vida. Mas conhece alguém que perdeu o emprego ou alguém que protesta contra a corrupção. E vai na onda”, disse um petista.

Humildade Outro integrante da Executiva Nacional do PT afirma ser fundamental que a presidente Dilma e seus ministros mais próximos calcem as sandálias de São Francisco e passem a adotar uma postura mais humilde. Os petistas têm reclamado muito da falta de diálogo com a presidente e com o centralismo decisório nas mãos do chefe da Casa Civil, ministro Aloizio Mercadante. “Mas não dá para cobrar humildade da Dilma. A primeira eleição que ela disputou foi para presidente, e ela venceu. Quem tem de ser humilde é o Mercadante, que tem experiência parlamentar”, cobrou o correligionário.


O deputado Danilo Forte (PMDB-CE) admitiu que o resultado das manifestações de hoje será um divisor de águas para o governo. “Eles (a oposição) e nós (governistas) esperamos para saber o real grau de insatisfação da população”, disse ele. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) acha que, inevitavelmente, a presidente Dilma terá de conversar mais. “Em política, todo mundo erra. Se você conversa, erra menos. Se ouvir quem sabe mais do que você, erra menos ainda”, provocou Jucá.

Fonte: Metzker - Coruja do Vale

WhatsApp se torna mais uma arma no combate à criminalidade nos bairros de BH

Moradores criam grupos de mensagem no aplicativo e contam com o apoio da Polícia Militar para expandir a novidade

Os dados mais recentes sobre o número de usuários do WhatsApp, aplicativo para conversação em smartphones, mostram que a ferramenta digital se tornou uma febre mundial. São mais de 700 milhões de usuários, de acordo com informações da empresa, divulgadas em janeiro. No Brasil, não há números recentes, mas em fevereiro de 2014 a estimativa era de 38 milhões de brasileiros usando o aplicativo. E à medida que o WhatsApp vai ganhando adeptos, sua utilização se amplia. Em Belo Horizonte, moradores de diversos bairros têm lançado mão da ferramenta para se proteger da violência.

Por meio de troca de mensagens, vizinhos informam sobre movimentações estranhas de veículos, pessoas suspeitas e até mesmo ocorrências de assaltos, furtos ou arrombamento de veículos próximos à sua residência. Assuntos relacionados a trânsito, acidentes e demandas de infraestrutura do bairro também entram em pauta, mas quem participa garante: “Segurança pública é nossa prioridade”, diz o presidente da Associação de Moradores do Bairro de Lourdes, Jeferson Rios. Na lista dos primeiros a adotar a estratégia, em outubro, os comerciantes da Savassi já colhem benefícios da iniciativa, com redução da criminalidade. A rede de proteção também já funciona no Estoril, Buritis e Prado (Oeste). Na Região Centro-Sul, moradores do São Pedro estão interessados em montar um grupo, bem como a comunidade do Castelo, na Pampulha. Em alguns dos já existentes, a Polícia Militar está incluída na lista de contatos.

Na Savassi, onde há dois grupos que somam 160  comerciantes , além de outro específico para 20 farmácias, o uso do WhatsApp para repassar informações sobre crimes já resultou em três prisões, queda de ocorrências com uso de arma de fogo e 20% de redução dos crimes violentos. De acordo com o comandante da 4ª Cia – responsável pela área –, major Renato Salgado Cintra Gil, funcionários de agências bancárias da região também estão criando um grupo para tentar coibir a ação de bandidos, para reprimir os assaltos a clientes na porta dos estabelecimentos, a conhecida saidinha de banco. Ele explica que a administração do grupo de comerciantes fica a cargo da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), enquanto o de famácias é coordenado diretamente pela Polícia Militar. “O WhatsApp é uma ferramenta muito útil porque as informações chegam em tempo real. Muitas vezes, alguém presencia um crime numa loja ou residência vizinha, ou mesmo na rua, e pode ajudar a polícia passando informações sobre os criminosos, como características do veículo em que estavam e tipo físico e quantidade de indivíduos”, comenta.

No Bairro de Lourdes, a iniciativa partiu da associação de moradores. Os filiados à entidade já trabalhavam com radiocomunicadores para atuar preventivamente na ocorrência de crimes. “Atualmente, são 60 rádios e existem 10 condomínios na fila. A rede funciona muito bem e conta com participação da Polícia Militar. Agora, resolvemos implementar o serviço com o grupo no WhatsApp, que, além de ser muito útil, vai servir para incluir os moradores que querem os rádios, mas ainda aguardam pelos aparelhos”, disse Jeferson Rios. Ele conta que entre os diálogos trocados pelos membros do grupo recém-criado há informações sobre carros parados na porta de casas, lojas e prédios, pessoas com atitude suspeita, entre outros. “A ideia é tentar se proteger da maior forma possível”, diz o empresário Rômulo Cesar, dono de um bar em Lourdes e também integrante da rede, que já conta com 100 contatos, incluindo a PM.

REUNIÃO VIRTUAL

 A luta por segurança no Estoril também fez moradores se unirem no WhatsApp. A iniciativa é da advogada Vânia Maria Nonato Souza, de 45 anos, e já reúne 65 adeptos. “Minha casa já foi assaltada quatro vezes. Somente no ano passado, foram duas ocorrências. Também vi minha vizinha ter a casa invadida por bandidos três vezes e há um mês um morador levou um tiro durante um assalto. O bairro já tem a rede de vizinhos protegidos da PM, mas acho que a integração poderia melhorar com a criação do grupo no WhatsApp”, afirma Vânia. Sobre as vantagens da reunião virtual, ela explica: “O celular é um aparelho que todo mundo tem à mão, o tempo todo. Além disso, a gente pode mandar só o áudio. Não precisa digitar se não tiver como, naquele momento”. Empolgada com a ferramenta, ela lembra um dos episódios de assalto em sua residência que poderia ter outro desfecho caso o grupo já tivesse funcionando. “Eu estava voltando de viagem e recebi uma ligação do serviço de segurança dizendo que o alarme de casa tinha disparado. Liguei para a vizinha e ela disse que não tinha visto nada acontecendo e dispensei o segurança, que geralmente vai checar o que está acontecendo. Em seguida, minha vizinha de frente ligou e disse que um homem estava saindo da minha casa com a televisão. A polícia foi chamada, mas os assaltantes já tinham fugido”, conta, lembrando ainda que, com a troca de informações na rede, várias pessoas poderiam ter ficado atentas sobre a movimentação dos bandidos na casa dela.

A vizinha de bairro e também integrante do grupo, a psicóloga Marisa Pereira de Filippo, de 54 , também está satisfeita com a rede de monitoramento on-line. Sua entrada no grupo ocorreu depois que ela teve sua residência assaltada em 18 de dezembro. “Estava fazendo uma obra na minha casa e o portão estava aberto. Eles aproveitaram esse momento para entrar e render a empregada. Levaram computadores, tablets, telefones e aparelhos de TV. Se já fizesse parte da rede, talvez tivesse sido avisada pelos vizinhos para fechar o portão”, disse a psicóloga. A vizinha Rosângela Aparecida Cunha Barbosa, de 54, outra participante do grupo, lembra de um caso parecido. “Um vizinho viajou e esqueceu o portão aberto. Depois de várias mensagens trocadas entre moradores, conseguiram o número do telefone e o avisaram para mandar alguém fechar. Tudo ocorreu de forma muito rápida e o problema foi solucionado”, contou.


No Buritis, o grupo de vizinhos é recente e reúne, por enquanto, integrantes da associação de moradores do bairro. A diretora de eventos da entidade, Fátima Gottschalg, informa que a iniciativa será expandida, com inclusão também de comerciantes e da população em geral. “Criamos o grupo há cerca de um mês e funciona superbem porque as pessoas podem postar situações do dia a dia em tempo real”, disse.

Fonte: Metzker-Coruja do Vale

População de Padre Paraíso fará manifesto de Segurança Pública



Com a deficiência da Segurança Pública na cidade, a população de Padre Paraíso, fará uma manifestação global, para que as autoridades tenham consciência do que está acontecendo em todo território do município.

É público e notório, que o país está passando por transformações e crises, desde a ordem, passando pelo sistema mercantil e esfera governamental. Manifestações estão em evidências, principalmente no eixo da corrupção dos gabinetes parlamentares.

Mas isto não significa que tenhamos que fazer parâmetros de outras regiões com as do vale do Jequitinhonha e Mucuri, e contentar que o Brasil está à mercê de bandidos de vários escalões, e a violência está em todo lugar.

Cada região tem seu problema peculiar mesmo dentro dos padrões da legalidade da saúde, educação e segurança.

Portanto, que cada região busque soluções de seus problemas.

Os Vales estão abandonados, a segurança está em nível zero, calculando as taxas da criminalidade. É preciso que haja providências em caráter de urgência. Se a manifestação é um módulo de provocar atenção e atendimento, isso será feito quantas vezes necessário.

Contando o volume de habitantes nesta região abandonada dos vales, podemos acentuar que está acontecendo é um verdadeiro massacre, social.
Mas a população de Padre Paraiso, se encorajou apoiada pela imprensa, e trará para as ruas e BR116, pessoas, veículos num sincronismo da reivindicação da paz e segurança.
No próximo mês, já no inicio com a data para ser confirmada, haverá um grande manifesto em prol da segurança pública.
Para ter-se uma ideia do suplicio desta gente, a Delegacia Regional da Policia Civil está a 155km de distância (310 total da viagem), portanto quando a polícia militar faz uma prisão é preciso que os policiais façam este deslocamento, ficando assim desguarnecido o policiamento da cidade por aproximadamente sete horas,  no processo da atividade.

O Fórum está distante a 136 km (total 172), trata-se do Fórum de Araçuaí.

No entanto a cidade maior próxima a Padre Paraiso, é Teófilo Otoni, que fica distante 100km aproximadamente. Onde deveria funcionar todo seguimento superior de Justiça, Segurança, que são alternativos.

A Cemig atualmente é apenas uma fornecedora de energia, terceirizando as prestações de serviços. O que traz grandes impasses para a resolução de problemas com o fornecimento, pois as empreiteiras com suas incompetências justificam qualquer falta “ordem da Cemig”, isto funciona muito, pois o usuário desconhece as atribuições dos contratos e convênios.

A Copasa e Copanor, além de incompetentes, inoperantes são abusivas nas emissões de contas, tratamento da água e distribuição, basta percorrer a região, nos distritos e povoados, para ser tudo isso comprovado.

As agências dos Correios estão sendo também postos avançados financeiros, com pagamentos de contas, boletos e outros derivados, são estabelecimentos de maus atendimentos, e com filas assustadoras, as entregas são a revelia.

Fonte: Metzker-Coruja do Vale


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