terça-feira, 24 de março de 2015

MP faz operação contra corrupção e prende vereadores em Bicas

"Reportagem Coruja do Vale do dia  24 de março de 2915".


Esquema de cobrança de propina funcionava dentro da Câmara Municipal. Empresários eram extorquidos para ter seus projetos aprovados
Pelo menos seis vereadores de São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram presos na manhã desta terça-feira em uma operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais para combater esquema de corrupção que funcionava na Câmara Municipal da cidade. Com o apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar, os promotores estão cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão no prédio da Câmara e na residência dos vereadores.

De acordo com as primeiras informações, o esquema funcionava mediante a cobrança de propina de empresários que desejavam ter projetos aprovados no município e que dependiam de autorização da Câmara Municipal. Os vereadores procuravam o empresário e informavam que seu projeto só seria aprovado depois do pagamento do suborno.

São Joaquim de Bicas tem 11 vereadores e, segundo a denúncia, o presidente da Câmara está sendo procurado pela polícia, pois há indícios de que ele era o chefe da organização que extorquia os empresários
Reporter  Metzker.

Valorização da moeda norte-americana corrói o salário mínimo


 "Reportagem  Coruja do Vale do dia  24 de março de 2015."



Piso salarial do brasileiro convertido em dólar passou de US$ 297 para US$ 250. Perda de quase US$ 50 em 2 meses

A moeda nacional é o real, mas o dólar norte-americano tem muita influência no custo de vida dos brasileiros. Não à toa, a forte valorização da divisa dos Estados Unidos está tirando o sono dos consumidores. Quando convertido em dólar, o salário mínimo de R$ 788 caiu quase US$ 50 desde o início do ano. Em janeiro, o piso salarial era de US$ 297.

Agora, está em US$ 250. Ontem, o dólar comercial fechou em baixa, a R$ 3,145. A queda foi de 2,63%. Ainda assim, não representa grande alívio para aqueles que sobrevivem com o salário mínimo. “Você percebeu como os preços dos alimentos subiram muito? Eu parei de comprar carne na mesma quantidade de antes.

Troquei pelo ovo. Queria fazer o reboco de minha casa, mas não dá porque o dinheiro está em falta”, desabafa Lílian Araújo de Oliveira, que ficou desempregada há poucos meses e recebe R$ 788 em cada uma das parcelas do seguro-desemprego. Ela não poupa críticas à inflação impulsionada pelo dólar e por outros custos no país. Como não consegue fugir da carestia, ela está fazendo um curso para aprender a cuidar de idosos e tentar ampliar sua renda.

Ivanete Vieira dos Santos, de 52 anos, ganha um salário mínimo para faxinar uma loja no Centro de Belo Horizonte.

 Mãe de dois adolescentes, de 12 e 17 anos, ela lamenta a disparada dos preços das mercadorias e serviços: “A conta de luz subiu, a da água também... A carne ficou mais cara, o supermercado também. Tá tudo difícil”, reforçou a mulher, cujo sonho de consumo atual é trocar o antigo sofá de sua casa, na Vila Ideal, em Ibirité, na região metropolitana, por um conjunto que ela namora há semanas numa megastore da Rua Curitiba. A “defasagem” dos quase R$ 50 (ou cerca de R$ 150) poderia ser, na visão dela, a prestação do móvel que tanto deseja. “A vida não está fácil, principalmente para quem recebe salário mínimo”, reclama Ivanete.

PESO NO BOLSO O desabafo dela encontra fundamento em indicadores divulgados pelo próprio governo, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país. O indicador fechou o acumulado dos últimos 12 meses, encerrado em março, com avanço de 7,9%, superando muito o centro da meta da inflação estipulado pelo governo para 2015 (4,5%) e distanciando-se do teto da meta (6,5%) para o mesmo exercício.

O sócio da DXI Planejamento Financeiro, o economista Felipe Chad destaca que “a alta do dólar pressiona – e muito – a inflação”. Para ele, este será um ano muito difícil para os consumidores, principalmente para as famílias que vivem com apenas um salário mínimo.
O tombo de quase US$ 50 em pouco mais que dois meses foi maior do que o ocorrido no espaço de um ano. Em janeiro do ano passado, o rendimento da maioria dos brasileiros estava cotado a US$ 306 e, um ano antes, atingiu US$ 334. Piso salarial do brasileiro convertido em dólar passou de US$ 297 para US$ 250. Perda de quase US$ 50 em 2 meses

A moeda nacional é o real, mas o dólar norte-americano tem muita influência no custo de vida dos brasileiros. Não à toa, a forte valorização da divisa dos Estados Unidos está tirando o sono dos consumidores. Quando convertido em dólar, o salário mínimo de R$ 788 caiu quase US$ 50 desde o início do ano. Em janeiro, o piso salarial era de US$ 297.

Agora, está em US$ 250. Ontem, o dólar comercial fechou em baixa, a R$ 3,145. A queda foi de 2,63%. Ainda assim, não representa grande alívio para aqueles que sobrevivem com o salário mínimo. “Você percebeu como os preços dos alimentos subiram muito? Eu parei de comprar carne na mesma quantidade de antes.

Troquei pelo ovo. Queria fazer o reboco de minha casa, mas não dá porque o dinheiro está em falta”, desabafa Lílian Araújo de Oliveira, que ficou desempregada há poucos meses e recebe R$ 788 em cada uma das parcelas do seguro-desemprego. Ela não poupa críticas à inflação impulsionada pelo dólar e por outros custos no país. Como não consegue fugir da carestia, ela está fazendo um curso para aprender a cuidar de idosos e tentar ampliar sua renda.

Ivanete Vieira dos Santos, de 52 anos, ganha um salário mínimo para faxinar uma loja no Centro de Belo Horizonte.

 Mãe de dois adolescentes, de 12 e 17 anos, ela lamenta a disparada dos preços das mercadorias e serviços: “A conta de luz subiu, a da água também... A carne ficou mais cara, o supermercado também. Tá tudo difícil”, reforçou a mulher, cujo sonho de consumo atual é trocar o antigo sofá de sua casa, na Vila Ideal, em Ibirité, na região metropolitana, por um conjunto que ela namora há semanas numa megastore da Rua Curitiba. A “defasagem” dos quase R$ 50 (ou cerca de R$ 150) poderia ser, na visão dela, a prestação do móvel que tanto deseja. “A vida não está fácil, principalmente para quem recebe salário mínimo”, reclama Ivanete.

PESO NO BOLSO O desabafo dela encontra fundamento em indicadores divulgados pelo próprio governo, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país. O indicador fechou o acumulado dos últimos 12 meses, encerrado em março, com avanço de 7,9%, superando muito o centro da meta da inflação estipulado pelo governo para 2015 (4,5%) e distanciando-se do teto da meta (6,5%) para o mesmo exercício.

O sócio da DXI Planejamento Financeiro, o economista Felipe Chad destaca que “a alta do dólar pressiona – e muito – a inflação”. Para ele, este será um ano muito difícil para os consumidores, principalmente para as famílias que vivem com apenas um salário mínimo.
O tombo de quase US$ 50 em pouco mais que dois meses foi maior do que o ocorrido no espaço de um ano. Em janeiro do ano passado, o rendimento da maioria dos brasileiros estava cotado a US$ 306 e, um ano antes, atingiu US$ 334. Piso salarial do brasileiro convertido em dólar passou de US$ 297 para US$ 250. Perda de quase US$ 50 em 2 meses

A moeda nacional é o real, mas o dólar norte-americano tem muita influência no custo de vida dos brasileiros. Não à toa, a forte valorização da divisa dos Estados Unidos está tirando o sono dos consumidores. Quando convertido em dólar, o salário mínimo de R$ 788 caiu quase US$ 50 desde o início do ano. Em janeiro, o piso salarial era de US$ 297.

Agora, está em US$ 250. Ontem, o dólar comercial fechou em baixa, a R$ 3,145. A queda foi de 2,63%. Ainda assim, não representa grande alívio para aqueles que sobrevivem com o salário mínimo. “Você percebeu como os preços dos alimentos subiram muito? Eu parei de comprar carne na mesma quantidade de antes.

Troquei pelo ovo. Queria fazer o reboco de minha casa, mas não dá porque o dinheiro está em falta”, desabafa Lílian Araújo de Oliveira, que ficou desempregada há poucos meses e recebe R$ 788 em cada uma das parcelas do seguro-desemprego. Ela não poupa críticas à inflação impulsionada pelo dólar e por outros custos no país. Como não consegue fugir da carestia, ela está fazendo um curso para aprender a cuidar de idosos e tentar ampliar sua renda.

Ivanete Vieira dos Santos, de 52 anos, ganha um salário mínimo para faxinar uma loja no Centro de Belo Horizonte.

 Mãe de dois adolescentes, de 12 e 17 anos, ela lamenta a disparada dos preços das mercadorias e serviços: “A conta de luz subiu, a da água também... A carne ficou mais cara, o supermercado também. Tá tudo difícil”, reforçou a mulher, cujo sonho de consumo atual é trocar o antigo sofá de sua casa, na Vila Ideal, em Ibirité, na região metropolitana, por um conjunto que ela namora há semanas numa megastore da Rua Curitiba. A “defasagem” dos quase R$ 50 (ou cerca de R$ 150) poderia ser, na visão dela, a prestação do móvel que tanto deseja. “A vida não está fácil, principalmente para quem recebe salário mínimo”, reclama Ivanete.

PESO NO BOLSO O desabafo dela encontra fundamento em indicadores divulgados pelo próprio governo, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país. O indicador fechou o acumulado dos últimos 12 meses, encerrado em março, com avanço de 7,9%, superando muito o centro da meta da inflação estipulado pelo governo para 2015 (4,5%) e distanciando-se do teto da meta (6,5%) para o mesmo exercício.

O sócio da DXI Planejamento Financeiro, o economista Felipe Chad destaca que “a alta do dólar pressiona – e muito – a inflação”. Para ele, este será um ano muito difícil para os consumidores, principalmente para as famílias que vivem com apenas um salário mínimo.
O tombo de quase US$ 50 em pouco mais que dois meses foi maior do que o ocorrido no espaço de um ano. Em janeiro do ano passado, o rendimento da maioria dos brasileiros estava cotado a US$ 306 e, um ano antes, atingiu US$ 334.

Reporter Metzker.

PM prende três médicos acusados de tráfico de órgãos no Sul de Minas Gerais



Jeferson André Saheki Skulski, João Alberto Goes Brandão e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes foram detidos por militares em cumprimento de prisão preventiva

As prisões aconteceram em Poços de Caldas, depois que a Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra o trio. Eles foram levados para a delegacia e, em seguida, para uma penitenciária da região.

De acordo com a Polícia Civil, Jeferson André Saheki Skulski, João Alberto Goes Brandão e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes foram detidos por militares. Os três são acusados pela morte de Paulo Lourenço Alves, de 41 anos, em janeiro de 2001. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o atestado de óbito consta que a vítima morreu por causa de um hematoma cerebelar e hipertensão arterial. Porém, no prontuário não consta o laudo de exame que comprova a morte cerebral. Mesmo assim, o paciente teve rins e córneas extraídas.

Os três médicos foram levados para a delegacia onde foi cumprido o mandado. Depois, eles foram levados para uma penitenciária. A Polícia Civil não soube dizer em qual cadeia irão ficar.

Pelo menos nove casos são investigados pela polícia, referente à morte, remoção e tráfico dos órgãos em Minas Gerais com autoria da quadrilha. Outras sete mortes e procedimentos de transplante aguardam julgamento. O esquema, que consistiria em tratar com descaso proposital vítimas de traumatismo craniano e acidentes vasculares cerebrais, teria rendido até R$ 200 mil por mês aos envolvidos.

De acordo com um dos processos, pacientes eram mantidos em condições inadequadas de tratamento até que seu quadro se tornasse irreversível. Nesse estágio, segundo indicam as apurações, eram mandados para a unidade de terapia intensiva, a fim de manter em funcionamento os órgãos que interessavam ao grupo, definido na sentença em termos como “organização” e “máfia”. Conseguida a autorização para doação, rins, córneas, coração e fígado eram encaminhados a médicos “dos estado vizinho de São Paulo ou remetidos a Belo Horizonte”, ignorando a fila única de transplantes e com cobrança irregular.
Caso Pavesi

O julgamento dos médicos acusados de matar e remover os órgãos do garoto Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos, que caiu do prédio onde morava, em abril de 2000, em Poços de Caldas, no Sul de Minas, foi adiado. O júri aconteceria em 11 de março no 1º Tribunal do Júri, em Belo Horizonte. Porém, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acatou o pedido de liminar de um dos réus. Os advogados argumentaram que um dos depoimentos previstos seria ilegal.

O pedido de liminar foi feito nessa segunda-feira. Os advogados do nefrologista Álvaro Ianhez, um dos réus do processo, alegou que a videoconferência que seria realizada com o pai do menino, que atualmente mora em Londres, na Inglaterra, seria ilegal. O depoimento seria feito através do Skype, o que os defensores consideraram “completa revelia dos meios legais de prova e afronta à plenitude da defesa”.

O desembargador Flávio Batista Leite, relator do processo, acatou o pedido. Ainda não há data para o julgamento.
Fonte: Metzker - Coruja do Vale.